[Resenha] A Última Carta de Amor - Jojo Moyes

Título: A Última Carta de Amor
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Ano de Publicação: 2016

Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento, como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do próprio relacionamento. Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A Última Carta de Amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

♥♥♥

Olá galerinha! Estou aqui, mais uma vez, para trazer a resenha de um livro muito fofo chamado A Última carta de Amor. Todo mundo já deve conhecer essa autora, pois a mesma nos fez derramar um mar de lágrimas e provocar o mais profundo sofrimento com o livro Como eu era antes de você. Depois que li este livro, realmente mal lembro como eu era antes dele, só sei que marcou de forma significativa minha vida.

Bom, A Última carta de Amor foi emprestado por uma amiga do trabalho e como julguei pelo título e, principalmente, pela autora, achei que seria um período de choro, fortes emoções e noites em claro. Mas acabou não sendo muito o que esperava. A história é muito boa e envolvente, no entanto, a trama só ganha um ritmo interessante já perto do final e para quem não tem muita paciência a leitura acaba sendo bem maçante. 

Confesso que passei um bom tempo pensando em como transmitir a história sem me perder ou confundir quem está lendo, mas vamos lá... O livro conta a história, de forma paralela, sobre duas mulheres de épocas diferentes. Uma que aparentemente pertence aos dias atuais, Ellie Haworth, uma mulher de 32 anos, jornalista, que vive um relacionamento amoroso com um homem casado, o qual parece não demonstrar muito interesse ou planos de um futuro juntos. Ainda assim, ela investe nesse relacionamento, mesmo carregada de dúvidas quanto ao futuro dessa relação e com todas as advertências de seus amigos. Em certo dia, ela encontra em uma sala de arquivos do Jornal em que trabalha, cartas de amor direcionadas à Jennifer Stirling, no ano de 1960. 


A intensidade das palavras e emoções transmitidas ali, despertam em Ellie um desejo imenso de descobrir o que aconteceu com aquele casal que, aparentemente, estavam vivendo um amor proibido, pois a mulher das cartas era casada. Além da curiosidade, ela vê ali a oportunidade de uma boa matéria para o jornal, já que sua imagem perante a chefe e colegas de trabalho anda bem desvalorizada. Com isso, a história dá um salto justamente para essa protagonista das cartas, Jennifer Stirling, que acorda em um hospital, sem memória e sem a menor noção do que estava vivendo ou sentindo. Aos poucos, ela vai tentando voltar a sua rotina com seu marido e compromissos sociais ou afazeres que sempre lhe foram atribuídos, com a esperança de suas lembranças voltarem e assim poder entender quem era e que vazio era esse que sentia a todo momento. 

Com o passar do tempo, Jennifer encontra cartas de amor escondidas e descobre que tinha um amante. De repente, tudo passa a fazer sentido e sua vida voltou a pulsar, de uma forma que mesmo não lembrando de nada, ela sabia que amava aquele homem das cartas e que tinha que descobrir quem ele era. 

E assim, as duas histórias vão seguindo e muitas revelações, emoções e angústias vão sendo colocados para o leitor. A cada capítulo, a autora dispõe trechos de diversos tipos de cartas de amor, com todas as linguagens e situações. Na minha opinião, Jojo queria assim, demonstrar o quanto as palavras, as cartas de amor, os relacionamentos foram sofrendo mudanças, principalmente no âmbito de valores e de um sentimento verdadeiro. As passagens de tempo no livro, à princípio, podem confundir o leitor e tornar a história maçante, como dito no início, pelo menos foi o que aconteceu comigo. Demorei muito para me envolver com a história, porque passei muito tempo tentando entender o que estava acontecendo e para quem não tem muito tempo de sentar e ler com calma para construir esse processo de coerência entre as tramas ou situações ali colocadas, acredito que o livro pode ser facilmente deixado de lado. 

Apesar de tudo isso, não consegui abandonar o livro, muito pelo contrário, queria descobrir seu final, queria descobrir como aquele rolo de confusões e desencontros iriam se desenrolar e, principalmente, se a autora iria trazer a mesma dramaticidade presente em Como eu era antes de você. 

Bom, é isso, espero que gostem da leitura, que esses pontos negativos não atinjam vocês e que no final o resultado seja bom, prazeroso e reflexivo. Pois, além de tudo, o livro levanta questões morais e sociais que, mesmo em épocas diferentes, não deixam de estar presentes em nossa sociedade de diversas formas. 

Um fortíssimo abraço e uma excelente leitura.

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